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1 de outubro de 2021
Junqueira

Prevenção: uma chave para a vida

No mês de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, a Imobiliária Junqueira reforça seu apoio à campanha Outubro Rosa e apresenta a colaboradora Zilda Claudiane Rocha, 47 anos, que, recentemente, descobriu a doença.

Zilda trabalha na Imobiliária Junqueira há mais de dois anos no departamento de Manutenção. Casada com Idirlei, 46, e mãe da Beatriz, 14, a colaboradora conta como tem sido passar pelo câncer de mama sem perder a esperança.

A descoberta da doença se deu há nove meses e, atualmente, a profissional está no término do tratamento.

Acompanhe a entrevista e se emocione com a gente.

Como você descobriu que foi acometida pelo câncer de mama?

Você fazia exames preventivos?

Foi por meio do autoexame, em novembro de 2020. Estava tomando banho e percebi um carocinho pequeno, bem pequenininho. Procurei o ginecologista e ele pediu uma mamografia por conta da minha idade, pois no ano anterior eu não havia feito.

Fiz o exame e na mamografia apareceu um nódulo e ele (médico) pediu para investigar. Investigamos e fui encaminhada para um mastologista que fez a biópsia na semana que antecedia o Natal.

Foi um impacto passar por uma biópsia uma semana antes do Natal. Tive o diagnóstico de um tumor maligno na mama direita. Então comecei a fazer todos os exames para cirurgia.

A doutora Tânia foi um amor de pessoa, me ajudou muito e me deu força. Ela disse que poderíamos tentar fazer a mastectomia, que era só o quadrante de mama para ver se dava certo retirar somente o tumor, sem ter que retirar a mama toda.

Nós conseguimos!

Foi um alívio. Em abril de 2021 a gente conseguiu. Fiz a cirurgia, ela (médica) tirou o nódulo de um centímetro e meio, e mais 16 linfonodos da axila. Fizemos o esvaziamento da axila e um dos linfonodos, apenas um deles, era maligno.

Os outros 15 estavam fechando esse maligno, então ele não conseguiu espalhar, o que foi uma alegria para gente. É uma vitória.

Consegui e hoje estou fazendo tratamento com a quimioterapia e radioterapia.


Possui algum familiar próximo que teve câncer de mama?

Sim, tenho, tanto do lado do meu pai quanto da minha mãe.

Do lado da minha mãe, tenho a minha tia que é irmã dela e foi de mama também. Ela fez todo o tratamento e como foi uma coisa muito antiga, em 80 ou 90, não lembro, mas retiraram a mama toda e fizeram a reconstrução.

Minha tia ficou super bem. Hoje já faleceu, mas não foi por conta do câncer de mama, mas de infarto.

Exames preventivos são essenciais, principalmente quando se tem casos na família porque, no meu caso, havia casos de câncer tanto do lado da minha mãe, quanto dos familiares do meu pai.

Câncer de mama tinha apenas um caso, do lado da minha mãe, mas outros tipos de câncer acometeram minha avó, minha tia, foram muitos casos.

Por isso é importante fazer a prevenção e os exames periódicos, principalmente depois que a gente passa dos 40 anos. Fazer a mamografia anualmente é muito bom, muito importante.

Fale um pouco sobre o processo de lidar emocionalmente e clinicamente com o câncer.

Como é a experiência?

Inicialmente, quando você recebe a notícia que está com câncer, que você foi diagnosticada com câncer maligno, leva um susto. É um choque muito grande.

Aí você associa câncer à morte. Não tem como você não fazer esta ligação.

É uma coisa muito impactante e você fala: “nossa, e agora?”.

Para falar bem a verdade, no dia em que eu peguei o resultado, não tinha coragem de sair do consultório. O médico me levou até a recepção e conversou comigo. Eu saí de lá e retornei para o trabalho.

Eu falei: “não vou ficar em casa chorando”, porque eu achava que isto ia me derrubar mais ainda.

Fui primeiro para casa, tomei uma xícara de café e pensei: “por que eu vou ficar aqui chorando? Não, vou trabalhar!”.

Retornei para o trabalho. De manhã não estava conseguindo ainda assimilar a situação do que estava acontecendo comigo e no meu intervalo de almoço saí e fui até igreja, na Catedral e fiquei ali por 40 minutos.

Não fiquei rezando, mas conversando com Deus, querendo entender o porquê e para que aquilo estava acontecendo comigo, se eu merecia. Depois voltei para o trabalho bem forte, mais resistente.

Chorei bastante, mas voltei e consegui conversar com a minha diretora e os meus amigos de trabalho para contar o que estava acontecendo.

Hoje eu posso falar que é difícil. Sim, o tratamento é difícil, judia um pouco, mas você consegue. Mas você vai conseguir, vai superar, é todo dia uma superação.

Todo dia é uma nova etapa vencida, então, a gente acaba se conformando.

Lógico que eu tive tratamento com psicóloga, vou até hoje nas sessões e isso me ajudou bastante porque, emocionalmente, abala. Mas hoje eu não tenho mais esta visão do câncer associado à morte. Eu não vejo mais isto.

Hoje eu vejo que o câncer é uma doença que pode ser tratada e este tratamento pode ser difícil, mas eu consigo vencer ele.

Venço ele com certeza. Hoje eu trato a doença com mais naturalidade, consigo fazer isto.


Como foi para a sua família receber a notícia de que você estava com câncer?

Foi numa sexta-feira que eu peguei o resultado e fui logo pela manhã. Como eu estava trabalhando, planejei conversar com eles (marido e filha) pessoalmente.

Preferi do que dar a notícia por telefone ou por mensagem. Sentei-me com a minha filha e a reação, a princípio, foi de susto. A gente tinha certeza de que não iria ser nada, de que era só um exame, só uma biopsia e que não ia acontecer nada.

Ela assustou um pouco até porque tinha um professor de História, da matéria que ela mais adora, que estava em tratamento de câncer e veio a falecer no começo do ano. Então isto foi chocante para ela. Ela também associou: “minha mãe vai morrer, eu vou perder minha mãe.”

Mas fui conversando com ela, explicando que não, que eu tinha 99% de chance de cura. Ela me acompanhou muito nas consultas médicas, no dia da minha cirurgia me levou até ao hospital e mesmo em época de pandemia, me deixou na porta do hospital e disse: “eu te espero em casa!”.

Três dias depois que eu tive alta, a gente se encontrou e hoje ela me acompanha nas quimios. Vai comigo para todo lugar e ela entende que, realmente, existe tratamento para o câncer.

Agora ela também está fazendo o autoexame, tem feito exame periódicos de sangue porque se a mamãe teve, então sabe que vai ter de ser muito mais atenciosa do que antes da minha doença.

Ela reagiu bem depois de alguns meses, já que a mamãe saiu bem da cirurgia e acreditou que a mãe dela era superforte. Hoje ela me chama de “Mulher Maravilha” (risos).

Em algum momento pensou em desistir?

Não, mas tinham dias que eu ficava triste com a situação e até com o tratamento, pois é um pouco cansativo.

Às vezes eu me sentia cansada, principalmente nas primeiras quimioterapias, que foram muito difíceis de fazer, davam muito efeito colateral e me fazia ficar cansada com o tratamento.

Então desanimava um pouco, mas desistir não. Eu sempre tirava forças olhando para a Beatriz e para o meu marido, porque eles me deram muita força.

Todas as vezes que eu estava baixo astral ou cansada, eles diziam: “não, você já chegou até aqui, por que desistir agora?”.

Então, desistir não, nunca pensei, só cansei um pouco.


Como você enxerga o futuro após esta experiência?

Hoje eu o enxergo bem melhor porque penso em agradecer mais do que pedir, foi o que eu coloquei na minha cabeça. Eu estou vencendo o câncer e isto é muito importante.

Eu sei que foi difícil, ainda está sendo, mas eu quero um futuro melhor do que o presente. Penso em curtir mais a vida e aproveitar mais os meus momentos.

Às vezes pensamos: “eu não vou ter tempo disto”. Não, eu vou ter tempo, a gente acha tempo.

Hoje eu sei que posso parar, desacelerar um pouquinho, porque levamos um ritmo muito acelerado. Eu posso diminuir esta aceleração e viver um pouquinho mais, aproveitar mais a minha vida, minha família e os meus amigos.

Deixar um tempo dedicado e falar: “hoje eu vou sair com cinco amigas e a gente vai se divertir muito”. Coisas que eu não fazia e acabava deixando um tempo para descansar.

Não, eu não vou descansar. Eu quero aproveitar muito todos os momentinhos, cada minutinho da minha vida.

Meu tempo hoje é mais curto devido ao tratamento, mas terminando, falei que vou fazer uma festa para comemorar. Vai ser muito bom.

A gente deixa a vida passar e eu não vou deixar mais ela passar. Eu quero aproveitar cada minutinho dela.

Quais são os planos profissionais daqui para frente?

Quero voltar correndo para a imobiliária. Mesmo com esta agitação da Junqueira. O dia a dia é corrido, mas faz falta. Fico com a sua cabeça ocupada com o trabalho, com os meus afazeres.

A convivência com os colegas, eu sinto muita falta daquela loucura nossa, das nossas brincadeiras, dos diretores e dos clientes. Têm clientes que eu encontro na rua e fico feliz em vê-los.

O departamento de manutenção é complicado, mas acabamos nos tornando amigos dos clientes. É tão bom porque quando os encontramos sabemos que são clientes satisfeitos.

Então, estou contando minutos para voltar trabalhar no meu setor, de preferência. Sinto muita falta.

Deixe um recado aos clientes e colegas de trabalho da Imobiliária Junqueira.

Prevenção sempre!

Não vamos deixar de nos prevenir, fazer autoexame e exames periódicos. Quanto mais rápido possível o diagnóstico, mais rápido a gente sai e cura disto.

Eu sei disto hoje. É algo que eu posso passar: há cura!

É difícil, mas a gente consegue passar, com certeza.

E um recado para quem está passando pelo tratamento de câncer?

Não desistir nunca, jamais. Fé e força porque a gente precisa disto. Não desistir nunca.

É muito importante que se faça o tratamento certinho para que a cura venha.

É bem gostoso saber que acabou, que eu venci. Eu falei e repito: será um dia de festa quando você terminar, saber que você venceu.

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